14 de Dezembro de 2018

Cidades:

CARAVELAS



Passeios

Centro histórico: Entre os atrativos culturais destacam-se a Igreja Matriz de Santo Antônio, e a Igreja de Santa Efigência, com imagens sacras em estilo barroco português e espanhol, dos séculos XVII e XVIII. Os casarões da cidade, principalmente da rua Barão do Rio Branco, casas térreas em estilo neoclássico - art nouveau - são de meados do século XIX, com fachadas em azulejos de Macau. O luxo do casario deve-se ao desenvolvimento da região, na segunda metade do século XIX, quando Caravelas atingiu sua fase áurea na economia em consequência do plantio do café e dos negócios no porto de Caravelas, que movimentava o extremo sul da Bahia e o norte de Minas Gerais, ligadas por ferrovia.
Quem visita a Matriz de Santo Antônio, padroeiro da cidade, fica sabendo de um fato curioso: ao escolher o local da construção do templo, em 1725, o padre Antônio do Espírito Santo baseou-se em uma lenda muito antiga, de que a primitiva imagem de Santo Antônio , feita em terracota, foi encontrada em um tronco oco de siriba (vegetação típica do manguezal). Restava saber a posição da igreja, de frente para o estuário do rio Caravelas. No dia seguinte, a imagem estava caída. Foi então colocada de frente para o norte, foi encontrada como no dia anterior, caída. Finalmente colocada de frente para o sul, ela foi encontrada no outro dia, de pé. Daí a ligeira inclinação da igreja, formando quase uma diagonal na praça quadrangular. Foi concluída 25 anos depois.

Rio Caravelas: O complexo hídrico do rio Caravelas e seus afluentes tiveram grande importância no desenvolvimento do município desde a fundação, quando serviu às entradas como porta de penetração para o sertão, à procura da famosa Serra das Esmeraldas, até o século passado, quando o porto comercial de Santa Maria de Caravelas era um dos mais movimentados da Bahia.
Hoje a bacia hidrográfica do rio Caravelas além de assegurar a manutenção de uma das maiores áreas de manguezal da Bahia, com 19,5 mil hectares de área, é potencial para o desenvolvimento de diversos roteiros ecoturísticos. Nada menos que sete rios - do Macaco, Massangano, Jaburuna, Cupido, Poço, Largo e Caribe - funcionam como grandes afluentes do Caravelas além dos pequenos rios das Perobas, do Saco, Tranqueras, Pindoba e Marobá, formando um complexo emaranhado de caminhos aquáticos navegáveis, margeados por manguezal, restinga e Mata Atlântica.
Próximo à foz, o rio Caravelas sofre influência do mar e apresenta uma coloração azulada. Os bancos de areia em frente à Praia do Grauça e à Ilha do Cassumba, com grande extensão de manguezal e uma faixa de Mata Atlântica, são convites aos passeios. A tranquilidade das águas favorece a prática de esportes náuticos.

Igreja de Nossa Senhora de Lourdes: Na arquitetura, o destaque fica por conta da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, situada em uma grande praça. Fica na margem esquerda do rio Caravelas com porto para barcos de pesca. Esse trecho de rio também é excelente para a prática de esportes náuticos

Caminho Fluvial: A partir de Caravelas, o barco sobe o rio do mesmo nome, cujo estuário é formado por um emaranhado de caminhos aquáticos que o ligam ao rio Peruipe, atravessando o extenso manguezal da Ilha Cassumba. A paisagem se modifica a partir dos canais de mangue, pequenas vilas, comunidades ribeirinhas, sítios e coqueirais até alcançar o rio Peruípe e as praias de Nova Viçosa.

Ponta da Areia: Antiva vila de pescadores, que ganhou o "caminho de ferro"com a construção da ferrovia lingando Ponta da Areia, em Caravelas à cidade mineira de Teófilo Otoni, tornou-se mais conhecida através da canção dos mineiros Milton Nascimento e Fernando Brandt: Ponta da Areia ponto final / da Bahia-Minas estrada natural / que liga Minas ao porto, ao mar/ caminho de ferro.../ velho maquinista com seu boné/ lembra o povo alegre que vinha cortejar/ Maria-fumaça não canta mais...

Ilha de Cassumba: É preciso ter disposição para andar e conhecer alguns dos paraísos escondidos da Ilha de Cassumba, situada entre a foz do rio Caravelas e a fos do rio Peruipe, em Nova Viçosa, com a costa marítima e a contracosta fluvial. Em seu vasto território de 120 km quadrados, aproximadamente, são encontrados ecossistemas dos mais representativos da paisagem brasileira: com predominância do manguezal, além da restinga e Mata Atlântica. Na ilha já foram catalogados por biólogos, 265 espécies de árvores e 168 aves.
A fazenda naturista/ vegetariana, SPA da Ilha, com 26 hectares de Mata Atlântica, funciona como ponto de partida e apoio para exploração da ilha. Nessa área os visitantes podem fazer caminhadas ecológicas dentro da propriedade, conhecendo a diversidade de seus ecossistemas. As trilhas são monitoradas e interpretativas, com direito a jogos de indentificação das espécies da flora, terapia do barro, banho de rio e de lama medicinal.
As caminhadas de longa duração ou trekking podem ser realizadas em todas as direções e em quase toda a extensão da ilha, contanto que acompanhadas por um guia especializado em ecoturismo, que pode ser contratado em uma das agências de turismo de Caravelas.

Barra Nova: Trekking de sete quilômetros para observação da fauna e flora. A trilha atravessa áreas de restinga, manguezal e Mata Atlântica com ponto de chegada na praia de Barra Nova.
Dica: Além da roupa de banho, leve roupa longa, repelente, tênis, óculos escuros, chapéu e lanche.

Barra Velha: Trekking com as mesmas características da Barra Nova com um percurso total de 15 quilômetros. Nesse trecho ocorre a maior concentração de aves da ilha. O banho de mar garante a reposição das forças no final da caminhada.
Dicas: Além da roupa de banho, leve roupa longa, repelente, tênis, óculos escuros, chapéu, lanche, barraca ou saco de dormir.

Pontal do Catoeiro: É preciso atravessar na véspera e dormim na ilha para fazer trekking que tem um percurso total de 15 quilômetros. Na caminhada é possível avistar muitas aves e mamíferos, com sorte macacos e preguiças. Um farol da Marinha identifica a chegada no Catoeiro. O destaque fica por conta de um pesqueiro natural onde dezenas de garças brancas sobrevoam o lago para pescar. A paisagem é de uma beleza ímpar. A vegetação de restinga se mistura a espécies de mangue bem próximo à praia, que é completamente deserta.
Dicas: Além da roupa de banho, leve roupa longa, repelente, tênis, óculos escuros, chapéu e lanche. Não esqueça a máquina fotográfica.

Pontal do Sul: Fazia parte da Ilha Cassumba, porém a ação das correntes marítimas e fluviais separou a ponta da ilha, transformando-a em Pontal do Sul para quem a observa a partir de Barra de Caravelas. De um lado, a praia fluvial, banhada pelo rio Caravelas, do outro, é de mar aberto. Atualmente, a Barra do Tomba, canal de mar que separa as duas ilhas, é o principal acesso das embarcações de Caravelas para o mar. A praia na ilha é deserta e isolada; uma imensa faixa de areia alvíssima é banhada por águas cristalinas.
Duas tamareiras compõem a paisagem e chamam a atenção para o exotismo da espécie, própria do oriente. Não há qualquer infra-estrutura.
Dicas: Observe os bandos de pássaros que frequentam o bando de areia na extremidade norte da ilha. Se quiser permanecer no local por mais tempo leve lanche e água potável.

Artesanato: Bijuterias de conhas e madeira com motivos marinhos, camisetas, bonés. Objetos de arte e de decoração também com motivos marinhos, especialmente baleia jubarte.


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